Com sua massa levinha, recheio suculento e aquela casquinha dourada, a coxinha é unanimidade — e desperta até uma divertida polêmica: afinal, deve-se começar a comer pela pontinha ou pela base?

Foto: Paulo Naciff (divulgação) 
Foto: Divulgação 
Foto: Divulgação
Mas você sabe como essa iguaria realmente nasceu? Embora a sabedoria popular adore a lenda romântica de que a receita teria surgido no século XIX para agradar ao filho da Princesa Isabel, os historiadores apontam para uma origem bem mais operária e paulista.
O salgado nasceu nos balcões de São Paulo no início do século XX, em pleno boom industrial. Para baratear o custo das coxas de frango inteiras vendidas nas estações de trem, os comerciantes decidiram desfiar a carne, misturá-la a uma massa à base de farinha e moldá-la no formato de gota, imitando a peça original. O lanche calórico e barato virou o combustível perfeito para os trabalhadores e, com a chegada do requeijão cremoso nos anos 70, ganhou de vez o status de iguaria nacional.
Roteiro pelos balcões
Hoje, o salgado é presença obrigatória desde os animados happy hours até as pausas vespertinas para um bom café. Para quem deseja explorar diferentes releituras desse clássico pela capital, a cena gastronômica oferece opções para todos os paladares.
Para abrir as celebrações em grande estilo, o lendário Bar Pirajá se uniu à icônica Catupiry em uma ação especial: hoje, das 18h às 19h, todas as unidades da casa vão distribuir gratuitamente 1.000 coxinhas aos clientes.
O roteiro pode se estender para Moema, onde o Câmara Fria propõe uma experiência com ares de speakeasy, combinando a clássica “Coxinha da Hora” com chopes artesanais. Logo ao lado, o tradicionalíssimo Bar Original aposta em uma consagrada receita feita com massa de batata-baroa, frango desfiado e Catupiry. Já a Esquina do Souza, eleita um dos melhores botecos da cidade, atrai o público na Vila Leopoldina e na Pompeia com porções crocantes por fora e incrivelmente molhadinhas por dentro.
Se a ideia for um toque de sofisticação, a rota nos leva ao terceiro piso do Shopping JK Iguatemi, onde o Fahrenheit surpreende com uma refinada versão de costela em massa verde, coroada por uma delicada espuma de Catupiry defumado. Para quem aprecia a versatilidade cultural, o empório Samir Amis, referência em culinária árabe desde 2006, celebra a data oferecendo desde as versões tradicionais até uma surpreendente coxinha de cordeiro.
Quando o assunto é tradição em grande escala, a Ofner desponta com números impressionantes: são mais de 10 mil unidades vendidas diariamente. Além das aclamadas versões de frango com requeijão e da clássica coxa creme, as cafeterias premium da marca destacam a versão de camarão com Catupiry.
Segredos de chef para fazer em casa
Para os entusiastas que preferem colocar a mão na massa e celebrar o dia criando suas próprias memórias na cozinha, marcas tradicionais como Soya e Rosa Branca revelam o passo a passo para alcançar a perfeição caseira.
Confira a receita

Ingredientes do Recheio:
1 colher (sopa) de óleo de soja Soya (15 ml)
½ cebola fatiada (100 g)
2 dentes de alho picados
500 g de frango cozido e desfiado
1 tomate em cubos pequenos
½ xícara (chá) do caldo de cozimento do frango (125 ml)
Cheiro-verde e sal a gosto
Ingredientes da Massa:
2 xícaras (chá) do caldo de cozimento do frango (500 ml)
500 g de batata cozida e amassada
4 colheres (sopa) de óleo de soja Soya (60 ml)
2 xícaras (chá) de farinha de trigo Rosa Branca (300 g)
1 colher (chá) de sal
Montagem e Fritura:
1 xícara (chá) de farinha de trigo Rosa Branca (150 g)
2 ovos batidos
1 xícara (chá) de farinha panko (ou farinha de rosca)
1 embalagem de óleo de soja Soya (900 ml)
Modo de Preparo:
O Recheio: Aqueça o óleo de soja Soya em fogo médio e refogue a cebola por 2 minutos. Acrescente o alho e refogue por mais 2 minutos. Adicione o frango desfiado e cozinhe por 5 minutos. Incorpore os outros ingredientes e o caldo, deixando cozinhar por mais 5 minutos. Reserve e deixe esfriar.
A Massa: Em uma panela grande, aqueça o caldo de frango em fogo médio, adicionando a batata amassada e o óleo de soja Soya. Misture bem até obter uma textura homogênea. Acrescente a farinha de trigo Rosa Branca e o sal. Cozinhe sem parar de mexer por cerca de 10 minutos, até que a massa perca a consistência cremosa e comece a desgrudar totalmente do fundo da panela. Deixe esfriar coberta com plástico filme para não ressecar.
Montagem e Fritura: Separe pequenas porções de massa (cerca de 25 g) e molde uma cavidade com os polegares. Coloque uma colher de chá do recheio de frango e feche as bordas com cuidado, puxando a clássica pontinha. Passe as coxinhas primeiro na farinha de trigo Rosa Branca, depois nos ovos batidos e, por fim, na farinha panko para garantir a máxima crocância.
O Toque de Mestre: Frite em óleo de soja Soya bem quente (170°C). A dica de ouro dos chefs é fritar apenas cinco unidades por vez, evitando que o óleo esfrie. Escorra em papel toalha por alguns minutos antes de servir. (Se preferir praticidade para o futuro, você pode congelar as coxinhas empanadas e fritá-las diretamente, ainda congeladas, em óleo a 150°C).
Seja descobrindo novos balcões ou preparando sua própria versão, o dia de hoje é um convite irrecusável para saborear o melhor da nossa cultura de boteco.

